Dicas para escapar da Crise Financeira

Com a Crise Financeria afetando toda a economia, o dólar subindo elevando os preços dos produtos e o desemprego aumentando a cada dia, é preciso estar preparado para enfrentar os efeitos da crise.

Veja abaixo algumas dicas para se proteger da crise financeira:

  • Nunca se financie a juros altos.
  • Tenha e respeite um orçamento de renda e despesas.
  • Corte o endividamento crescente.
  • Não se endivide até o limite de seu orçamento. Recomenda-se que apenas 20% de sua renda seja destinada a dívidas.
  • Mantenha um fundo de reserva para cobrir despesas não previstas no orçamento.
  • Crie um plano para lidar com a crise.

 

Para sair de uma crise financeira uma pessoa deve agir como uma empresa ou um país: cortar gastos e aumentar a renda. São decisões difíceis de tomar porque podem significar menos almoços ou jantares fora de casa ou deixar o segundo carro na garagem. É por isso que muitas vezes a crise pessoal atinge proporções tão gigantescas. O ponto fundamental para solucionar uma crise é tomar as decisões certas sem adiá-las por muito tempo.

Aqui um roteiro para analisar e sua crise financeira e tomar as decisões certas para sair dela:

  • Quanto gasto por mês?
  • Quais são meus problemas financeiros e que desdobramentos eles vão me trazer em breve?
  • Se tudo correr bem como ficam minhas contas?
  • Se tudo der errado como ficam minhas contas?
  • Qual é minha renda?
  • Quanto pago de juros por mês em minhas dívidas?
  • Como deve se comportar minha renda no futuro (vai crescer, vai diminuir). Não considere aqui situações imprevisíveis.

Ao responder essas perguntas você terá em mãos seu orçamento pessoal de caixa. Com isso você consegue saber onde seu orçamento está desequilibrado. Qual a solução ideal para seu caso? Uma alternativa é vender o segundo carro da família ou trocar o veículo principal por um mais barato para ter uma sobra de caixa e abater parte da dívida. Ou, numa atitude mais radical, vendê-lo e usar o transporte coletivo. 

O ideal é estabelecer uma meta: cortar 10% dos gastos e trabalhar em torno dela.

Outra medida importante é reduzir suas despesas com juros. Vá negociar com o gerente do banco os juros do seu cheque especial, alongue o prazo de pagamento de uma prestação. No passado, uma das soluções era pedir um aumento de salário ao chefe. Como isso é mais complicado atualmente, tentar um trabalho temporário, que permita uma entrada rápida de dinheiro, pode ajudar. 

Notícias da Crise Financeria Mundial

Presidente Lula no Combate a Crise

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate à crise financeira global é aprovado por 49 por cento dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.

É este o percentual dos que acham boa ou ótima a atuação do presidente. Trinta por cento a avaliam como regular, 9 por cento afirmaram ser ruim ou péssima e 12 por cento não souberam opinar. A aprovação é maior entre os moradores das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

A pesquisa mostrou ainda que, no Brasil, a atuação do presidente norte-americano, George W. Bush, é vista como ruim ou péssima por 45 por cento dos entrevistados. Treze por cento a avaliaram como boa ou ótima e 20 por cento, como regular. Lei mais em aqui

Economia em tempos de Crise

Fashion é gastar pouco – Em tempos de crise financeira, as feiras alternativas tornam-se o principal atrativo para quem quiser usar novas tendências e pagar pouco por isso.

Sabe aquela calça da Diesel que você está morrendo de vontade de comprar, mas não sai da loja por menos de R$ 1000,00; ou aquela camisa da Triton que caiu muito bem no seu corpo mas custa os olhos da cara. Foi pensando nisso que o consultor de moda Beto Lago, organizador do Mercado Mundo Mix , incorporou o conceito recession chic (chique da recessão). Leia mais aqui..

Para que servem os analistas, se não foram capazes de prever a Crise Financeira?

Milhões perderam seu dinheiro seguindo o conselho de economistas, gurus, magos e profetas – ninguém viu o tamanho da crise financeira que abala o mundo… Leia a matéria aqui

Como a crise financeira mundial afeta o bolso do brasileiro

Os efeitos da crise financeira mundial também são sentidos pelos consumidores brasileiros. Quem pensa que as conseqüências só se limitam aos investidores está muito enganado. A alta do dólar e a menor oferta de crédito, decorrentes do cenário internacional, afetam o cidadão comum e, principalmente, seu bolso.

Para se ter uma idéia, a recente valorização da moeda norte-americana pode pressionar para cima os custos de produção de fabricantes que utilizam componentes importados. Por isso, o brasileiro passa a pagar mais por itens como eletroeletrônicos. Os produtos vindos de outros países ficam mais caros.

Menos crédito

A crise também deixa os bancos em alerta. Eles deverão aumentar o rigor na concessão de crédito, mesmo com a diminuição do desemprego e o aumento da renda, que indicam que a população está com mais condições de honrar com seus compromissos financeiros. A restrição do crédito se dá por meio de uma análise melhor do cliente.

Os prazos diminuirão para até 60 meses no máximo, para diminuir o risco de inadimplência”, afirma Crivelaro. Em determinados tipos de empréstimos, os prazos estavam bastante longos, o que fazia com que a parcela coubesse no bolso do consumidor e aumentasse a concessão, como no caso de automóveis que chegaram a mais de 90 meses.

Com uma menor oferta de crédito, o mais comum é que seu valor se eleve. “O custo dos empréstimos deve aumentar porque a tendência é do crescimento da taxa básica de juros para próximo de 15% ao ano.

Na dúvida, o que fazer?

Quem quer comprar importados, por exemplo, ainda encontra produtos que vieram para o País quando o câmbio estava mais favorável. Por isso, pode comprar agora, se tiver o dinheiro disponível para tal.

Em relação às viagens internacionais, de acordo com o planejador financeiro Hugo Azevedo, o comportamento de postergar a compra é arriscado. “Se a pessoa vai para Nova York, ver a neve durante o Natal, tem que fechar já”, explicou, completando que o local é bastante demandado e, por isso, os preços sobem. “Quanto mais próximo da viagem, mais caro”.

Quanto à compra de dólares para levar ao exterior, Azevedo recomenda que a pessoa adquira aos poucos. “Compra 20% esta semana, daqui a uma semana ou 10 dias, compra mais 10% e assim vai, até comprar tudo”.

No caso do crédito, a dica de Crivelaro é “buscar financiamentos com taxas máximas próximas a 2% ao mês”.

Para os investidores

Conforme explicou Crivelaro, em períodos de crise, o mais indicado para quem investe em ações é não desistir de tudo, ou sair da Bolsa de Valores, para não concretizar o prejuízo.

Agora, se você possui um perfil mais conservador, é melhor aplicar na renda fixa pós-fixada (CDBs, fundos DI e Tesouro Direto), porque é um “porto seguro para as nuvens cinzas da crise”, nas palavras do consultor.

InfoMoney25/09/2008

http://economia.uol.com.br/ultnot/infomoney/2008/09/25/ult4040u14597.jhtm

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