Organize seu orçamento

* Gaste menos do que ganha
Muitas pessoas se esforçam para economizar nas compras, mas acabam gastando o dinheiro com outros itens, e desta forma não conseguem poupar. Se o seu orçamento está equilibrado, ou seja, você gasta o que recebe, você tem duas alternativas para conseguir começar a poupar: aumentar a sua renda ou cortar suas despesas.

Nos dois casos a receita é a mesma: você deve gastar menos do que recebe. Na prática, isso significa que você deve definir o seu padrão de vida com base na renda que recebe, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão de crédito! Assim que receber seu salário, reserve entre 5% e 10% do que receber para poupar. Este é um hábito importante. Essa estratégia é muito mais eficiente do que esperar o mês acabar e dar uma olhada no que sobrou. Normalmente nunca sobra nada!

* Controle seus gastos Faça um planejamento orçamentário. Não deixe que seu dinheiro vá embora todo mês com coisas inúteis. Valorize seu trabalho e gaste seu salário de forma mais racional. Ninguém está pedindo para que você se torne um pão-duro, um muquirana. Muita gente leva tão a sério o hábito de poupar que chega a ficar paranóica com isso. Tente controlar seus gastos melhor e descubra para onde está indo seu dinheiro, pois assim fica mais fácil saber o que pode ser cortado.

* Atenção ao parcelar!
Hoje em dia é praticamente impossível obter um desconto na compra à vista, ao invés disso, os varejistas oferecem a possibilidade de pagamento sem juros. A razão para isso é simples: é mais fácil convencer alguém que está comprando parcelado a comprar um bem mais caro, pois o peso da prestação no orçamento é menor, do que alguém que está pagando à vista.

Pense da seguinte forma: se você tiver que pagar à vista uma TV de R$ 500 você se planeja, mas se puder parcelar em 10 vezes, talvez não se importe de comprar uma TV de R$ 750 (ou seja, 50% mais cara), pois a prestação (R$ 75) ainda caberá no seu orçamento. A menos que você mantenha um controle bastante bom dos seus gastos, o acúmulo de compras parceladas pode, sim, levar ao descontrole financeiro.

Isso sem falar que é o primeiro passo para o crediário. Acostumado com o conceito de prestações, você acaba mais suscetível às compras financiadas. Antes que perceba está comprando uma geladeira nova no crediário, o que irá lhe custar muito mais do que se tivesse planejado a compra. Por mais que os juros tenham caído, eles ainda seguem elevados para o consumidor, de forma que financiar bens de consumo não é recomendável. O ideal é planejar a compra, mas se isso não for possível, é importante planejar o levantamento do crédito.

* Aprenda a investir seu dinheiro
Por ignorância e preconceito, milhões de brasileiros deixam de ganhar muito dinheiro por não saber qual a melhor forma de aplicar seus recursos. Ao contrário do que parece, investir seu dinheiro não requer um conhecimento muito amplo de economia nem do mercado financeiro. O ideal é que você busque informações atualizadas em jornais e sites financeiros, sem deixar de consultar especialistas da área. Invista na sua educação financeira, ela lhe trará bons retornos!

* Estabeleça objetivos claros
Economizar para poder investir só faz sentido se você está planejando alguma coisa no futuro. Afinal, ao poupar você precisa abrir mão da satisfação imediata do consumo presente em favor da possibilidade de gastar mais para frente. No Brasil, como os juros são altos, ao poupar você também garante que a quantia que irá receber no futuro é maior do que aquela que deixou de gastar no presente.

Apesar disto, poupar não é uma tarefa fácil. Estabelecer objetivos claros, como uma viagem ao exterior, um carro novo ou simplesmente a compra da casa própria, também ajuda, pois dá um estímulo a mais para você poupar. De tempos em tempos é importante rever o seu planejamento e definir novas metas de poupança, afinal, com o tempo, é de se esperar que a sua realidade financeira mude.

Por último, lembre-se que realizar um sonho custa caro, porém com disciplina e organização é possível realizá-los antes do esperado. Como diz o velho ditado, o importante não é economizar muito, mas economizar sempre! E, quanto antes você começar, melhor!

fonte: Yahoo Finance

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Vendas de carro batem recorde no país

O primeiro semestre é de comemoração para o setor automobilístico brasileiro. Isso porque, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em toda a história da indústria automobilística nacional, esse foi o melhor período no que diz respeito às vendas.

De janeiro a junho foram comercializadas 1.338.078 unidades, o que representa um crescimento de 30,16% em relação ao primeiro semestre de 2007, quando foram vendidas 1.028.043 unidades.

Mesmo se a comparação for apenas com o último mês, a quantidade de automóveis comercializados também apresenta recordes. Segundo a Fenabrave, foram emplacados em junho 242.880 veículos leves, um aumento de 28,65%, na comparação com o mesmo mês de 2007, que teve 188.786 unidades.

De acordo com alguns empresários do setor, em Uberaba o aumento nas vendas durante o período acompanhou o percentual nacional. “Foi em torno de 30% mesmo. A diferença entre nós e o resultado da Fenabrave é que, na cidade, maio foi bem melhor que junho”, ressalta Silvio Ferrari, gerente de uma concessionária na cidade.

Ainda de acordo com ele, o crescimento nas vendas se dá principalmente pelas facilidades na aquisição. “Este ano, os planos estão mais longos e os juros, mais baixos. Ficou mais fácil adquirir um carro”.

Gol. Pelo estudo da Fenabrave, em todo o país o campeão de vendas no período foi o modelo antigo do VW Gol (Geração 4). Só no mês de junho, 24.473 unidades foram comercializadas. “Em Uberaba, o Gol também foi o campeão de vendas. Aliás, ele é o carro mais vendido há 21 anos. É um veículo que apresenta custo de manutenção baixo, bom valor de revenda, além de ser muito resistente”, destaca Ferrari.

Moto. No mercado de motos, foram vendidas 951.151 unidades no período de janeiro a junho, o que acumulado apresenta um crescimento de 23,33%, se comparado com o mesmo período de 2007.

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O valor de um plano de negócios

Muitas pessoas acham que só precisam de um “Plano de Negócios” (P. N.) quando necessitam buscar dinheiro em bancos ou em fundos de investimento. Um “P. N.” é muito mais que um meio para conseguir dinheiro; é um guia para lhe ajudar a definir e atingir os seus objetivos.

Da mesma forma que não se deve começar uma viagem sem ter um mapa em mãos, começar um novo negócio com um “P. N.” para guiá-lo é essencial. Naturalmente que um “P. N.” não lhe assegurará o sucesso, mas este poderá ajudá-lo a evitar motivos comuns de fracasso em negócios, tais como falta de capital de giro ou identificar um mercado adequado.

Enquanto o empreendedor realiza as pesquisas e prepara o seu “P. N.” descobrirá onde estão os pontos fracos de sua idéia e como poderá corrigi-los. Durante tal processo também descobrirá diferentes áreas potenciais para o seu negócio, que não tinham sido levadas em conta em um primeiro momento, e como lucrar com isto. Somente montando um completo “P. N.” é possível perceber se a idéia é realmente válida e que merece o seu tempo e investimento.

Mas, afinal, o que é o Plano de Negócios e, mais importante do que isto, como montar um? De forma simples, um “P. N.” engloba os seus objetivos de negócios, as estratégias que serão utilizadas para atingi-los, potenciais problemas que poderão vir a ocorrer e as respectivas maneiras de resolvê-los, a estrutura organizacional (incluindo os cargos e responsabilidades) e, finalmente, a quantidade de capital necessária para financiar o seu negócio desde o início até o ponto de equilíbrio.

Podemos dividir um Plano de Negócios em três partes:

1. A primeira é o conceito do negócio, uma espécie de “debate” sobre a indústria em que está inserido, sua estrutura de negócios, seu produto ou serviço, e como o empreendedor planeja fazer para que o negócio seja um sucesso.

2. A segunda é a seção sobre o mercado, na qual devem ser descritos e analisados os potenciais clientes: quem e onde eles estão, o que os faz decidir pela compra e assim por diante. Aqui também é descrita a concorrência que enfrentará e como se dará o posicionamento da empresa para “ganhar o jogo”.

3. Finalmente, a seção financeira, que contém dados sobre retiradas previstas, fluxo de caixa previsto, balanço, análise para se chegar ao ponto de equilíbrio e outros.

Entrando em maiores detalhes dentro dos pontos descritos acima, um Plano de Negócios consiste em seis elementos principais:

A) Sumário Executivo: nesta parte encontra-se o propósito da empresa; sua visão; e o resumo do que estará detalhado no “P. N.”, ou seja, um resumo de cada uma das seções mencionadas aqui abaixo.

B) Quadro Gerencial: As pessoas, em especial os principais gerentes da empresa, são de grande interesse dos potenciais investidores, parceiros e empregados.

C) Produto ou Serviço: O design do produto, o detalhamento da tecnologia e especialmente as vantagens competitivas no mercado.

D) Marketing: Aqui serão mencionadas as estratégias de posicionamento, preço, promoção do produto e/ou serviço para os potenciais clientes.

E) Operações: Talvez o negócio seja fortemente baseado em manufatura, logística ou serviço ao cliente. Os leitores de seu plano desejarão saber o que será “oferecido” na área de Operações.

F) Dados Financeiros: conforme já mencionado, todas as informações relativas às movimentações da empresa em “números”.

A partir destas dicas resumidas, o empreendedor pode dar os primeiros passos para o desenvolvimento de um plano de negócios, e, principalmente, ter uma idéia de como desenvolvê-lo. Caso deseje maiores detalhes de como montar um Plano de Negócios, a sugestão é naveguar no www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio, clicando na seção “Como Elaborar um Plano de Negócios”.

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