O valor de um plano de negócios

Muitas pessoas acham que só precisam de um “Plano de Negócios” (P. N.) quando necessitam buscar dinheiro em bancos ou em fundos de investimento. Um “P. N.” é muito mais que um meio para conseguir dinheiro; é um guia para lhe ajudar a definir e atingir os seus objetivos.

Da mesma forma que não se deve começar uma viagem sem ter um mapa em mãos, começar um novo negócio com um “P. N.” para guiá-lo é essencial. Naturalmente que um “P. N.” não lhe assegurará o sucesso, mas este poderá ajudá-lo a evitar motivos comuns de fracasso em negócios, tais como falta de capital de giro ou identificar um mercado adequado.

Enquanto o empreendedor realiza as pesquisas e prepara o seu “P. N.” descobrirá onde estão os pontos fracos de sua idéia e como poderá corrigi-los. Durante tal processo também descobrirá diferentes áreas potenciais para o seu negócio, que não tinham sido levadas em conta em um primeiro momento, e como lucrar com isto. Somente montando um completo “P. N.” é possível perceber se a idéia é realmente válida e que merece o seu tempo e investimento.

Mas, afinal, o que é o Plano de Negócios e, mais importante do que isto, como montar um? De forma simples, um “P. N.” engloba os seus objetivos de negócios, as estratégias que serão utilizadas para atingi-los, potenciais problemas que poderão vir a ocorrer e as respectivas maneiras de resolvê-los, a estrutura organizacional (incluindo os cargos e responsabilidades) e, finalmente, a quantidade de capital necessária para financiar o seu negócio desde o início até o ponto de equilíbrio.

Podemos dividir um Plano de Negócios em três partes:

1. A primeira é o conceito do negócio, uma espécie de “debate” sobre a indústria em que está inserido, sua estrutura de negócios, seu produto ou serviço, e como o empreendedor planeja fazer para que o negócio seja um sucesso.

2. A segunda é a seção sobre o mercado, na qual devem ser descritos e analisados os potenciais clientes: quem e onde eles estão, o que os faz decidir pela compra e assim por diante. Aqui também é descrita a concorrência que enfrentará e como se dará o posicionamento da empresa para “ganhar o jogo”.

3. Finalmente, a seção financeira, que contém dados sobre retiradas previstas, fluxo de caixa previsto, balanço, análise para se chegar ao ponto de equilíbrio e outros.

Entrando em maiores detalhes dentro dos pontos descritos acima, um Plano de Negócios consiste em seis elementos principais:

A) Sumário Executivo: nesta parte encontra-se o propósito da empresa; sua visão; e o resumo do que estará detalhado no “P. N.”, ou seja, um resumo de cada uma das seções mencionadas aqui abaixo.

B) Quadro Gerencial: As pessoas, em especial os principais gerentes da empresa, são de grande interesse dos potenciais investidores, parceiros e empregados.

C) Produto ou Serviço: O design do produto, o detalhamento da tecnologia e especialmente as vantagens competitivas no mercado.

D) Marketing: Aqui serão mencionadas as estratégias de posicionamento, preço, promoção do produto e/ou serviço para os potenciais clientes.

E) Operações: Talvez o negócio seja fortemente baseado em manufatura, logística ou serviço ao cliente. Os leitores de seu plano desejarão saber o que será “oferecido” na área de Operações.

F) Dados Financeiros: conforme já mencionado, todas as informações relativas às movimentações da empresa em “números”.

A partir destas dicas resumidas, o empreendedor pode dar os primeiros passos para o desenvolvimento de um plano de negócios, e, principalmente, ter uma idéia de como desenvolvê-lo. Caso deseje maiores detalhes de como montar um Plano de Negócios, a sugestão é naveguar no www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio, clicando na seção “Como Elaborar um Plano de Negócios”.

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Escritor da dicas de como ficar milhionário

Quem nunca sonhou em ganhar R$ 1 milhão sem necessariamente participar de um reality show ou acertar os números da mega-sena? Se a sorte não vem, a disciplina pode ser uma aliada. É o que defende o casal Regina e Marco Falcone, que, após decidir pelo ato de poupar, chegou ao primeiro milhão.
Em entrevista à FOLHA, Marco, que é engenheiro mecânico e já chegou a dar aulas particulares para incrementar o orçamento, defende a educação financeira como porta de entrada ao clube dos milionários.

Há um segredo para se chegar ao primeiro milhão?

O básico é ter disciplina, planejamento e correr atrás da educação financeira, que, infelizmente, não aprendemos. Nossos pais não receberam educação financeira, por conta da inflação. E não podemos esperar muito, pois hoje em dia as pessoas mal acessam a educação formal.

Contar os centavos faz a diferença?

Uma vez que a minoria da população recebe altos salários, normalmente as pessoas acabam consumindo de maneira intensa e enraizada, gastando mais do que podem e devem. Quando você se predispõe a juntar uma alta quantia que vai trazer a independência financeira, precisa ter um controle rigoroso sobre seus gastos. É necessário colocar no papel o orçamento de casa, controlar o dinheiro, para onde ele vai, e verificar as despesas que você pode reduzir. Por outro lado, não podemos deixar de gastar com as coisas que nos deixam felizes.

Mas como obter essa ”felicidade” sem sacrificar o orçamento?

É tudo uma questão de análise e, fundamentalmente, de planejamento. Por exemplo: se uma pessoa quer viajar para a praia, ela não precisa tomar essa decisão dois dias antes. O segredo é economizar e, no lugar, analisar com o que vai gastar mais. Na praia, se o maior gasto for com alimentação ou cerveja, por exemplo, por que não levar esses itens na bagagem? O que defendo é o consumo inteligente. Funciona.

No livro, o senhor se refere ao consumo inteligente. Não podemos gastar muito com o lazer, então?

Não é não gastar, mas a pessoa se programar com antecedência e saber gastar. Não trocamos de celular toda hora, todo mês, porque o que o aparato traz é a comunicação. MP3, vídeos e fotos são predicados dispensáveis, pois não vamos utilizar toda a tecnologia contida no celular. O mesmo vale para o carro, que não deve ser sinônimo de status e sim de transporte, locomoção, apenas isso. Não devemos olhar para o vizinho, que trocou de carro, e decidir fazer o mesmo. Você acaba perdendo dinheiro.

E no dia-a-dia, precisamos aprender a fechar a mão?

As economias do dia-a-dia também são muito importantes. Qualquer dinheiro que você guarde durante o mês, pode resultar, no final do mês, num montante a ser aplicado no Tesouro Direto, por exemplo.

No livro, o senhor compara o ato de poupar a um regime. Contextualize.

Comparo o ato de poupar a um regime porque a situação é bastante similar: poupar exige disciplina. Quando a pessoa engorda e emagrece, ela não descobriu o verdadeiro motivo para emagrecer. O mesmo vale para o dinheiro: pensar em economizar não é direcionar energias apenas para o ato benéfico de poupar. O que nos motivou a ganhar dinheiro foi a esperança de um dia ter tempo suficiente para cuidar dos filhos que viriam. Hoje, eu e minha esposa temos dois filhos e pensamos em ter três. Viemos de famílias pobres e objetivamos guardar dinheiro o mais rápido possível para ter tempo de cuidar das crianças que queríamos. Esse é um motivo bastante forte e concreto. É a história do regime: você precisa de muita vontade interna para conseguir emagrecer e chegar no seu objetivo.

Recentemente, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, revelou que vai ser criado um plano de educação financeira para os brasileiros. Enquanto o projeto não é votado, qual dica passa aos potenciais ”poupadores”?

Primeiramente, a pessoa deve analisar de que ela precisa, quanto ela tem disponível, se é conservadora ou gosta de emoções fortes, vendo o dinheiro dela crescer rapidamente. Eu e minha esposa transitamos entre o conservador e o arrojado. Nesse sentido, deixamos 55% em renda variável e os outros 45% em renda fixa. Quem não possui experiência, recomendo começar com renda fixa e, dentro da renda fixa, tesouro direto. É seguro, você consegue depositar valores por volta de R$ 200, as taxas de administração são baixas, dependendo do banco que escolher. Deixar na poupança eu considero loucura e o Fundo de Renda Fixa com o banco também não funciona: o banco compra títulos do governo, monta um fundo e repassa para o cliente, sendo que você pode fazer isso por conta própria.

Thiago Nassif - Folha de Londrina

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Cursos para investidores

Para quem esta a procura de cursos para investidores, a muitas opções, a maioria gratuitas. Há cursos para iniciantes e também para quem já conhece o mercado mas quer se aprofundar. Veja a lista abaixo:

- Bovespa: Os cursos, que ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul, são gratuitos e duram até 6 horas. O programa muda de acordo com o perfil do ivestidor - há aulas especificas para adolscentes e idosos.

- APIMEC: A associação, que reúne analistas e profissionais do mercado, oferece cursos de 30 horas a in do mercado, oferece cursos de 30 horas a iniciantes. As aulas abordam o funcionamento da bolsa e dão noções de planejamento financeiro. Custam 50 reais.

- CORRETORAS: Ágora Sênior, Geração Futuro, Link, Win e outras corretoras dão palestras sobre ações - em geral, gratuitas - mesmo para quem não é cliente. Há programas para inciantes e para quem busca especialização.

- EXPOMONEY: O evento de finanças pessoais, que acontece anuamenteem dez cidades, oferece cursos gratuitos. Há aulas sobre como montar uma carteira de ações e avaliar empresas.

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