Compensa seguir as dicas dos gestores de fundos

Desde início da crise do ‘subprime’ que aplicar dinheiro nas acções em que fundos mais investem rende mais que replicar o PSI 20.

Será que quem olha, analisa e escrutina diariamente os mercados, consegue bater” os próprios mercados? Aplicar dinheiro na carteira do PSI 20 e deixá-lo evoluir ao sabor do índice é a decisão mais sábia? Ou o melhor, sem receio de ser apanhado, copiar o que faz quem melhor percebe do assunto, à boa maneira dos tempos da escola?

O Diário Económico fez uma simulação para tentar responder a estas questões. E a conclusão é que compensa “copiar” os gestores de fundos, já que as decisões que tomam geram, na maioria das vezes, retornos melhores. O conhecimento mais profundo do mercado é uma mais-valia que têm face ao investidor particular. Outra das vantagens é a diversificação, o que permite que ganhos de algumas empresas compensem as quedas de outras; e há sempre instrumentos, como os derivados, que são usados para fazer cobertura de risco. Tudo pormenores que fazem a diferença, quando o objectivo é puxar pelos ganhos ou travar quedas.

Com um investimento de 20 mil euros, feito mensalmente desde Agosto do ano passado, quando teve início a crise do ‘subprime’, até Maio deste ano, obtivemos melhor retorno copiando os fundos em sete dos 10 meses em causa. E, mais relevante ainda, replicar o cabaz das 10 acções mostrou-se mais rentável durante seis meses consecutivos, de Setembro de 2007 a Fevereiro de 2008, precisamente o período durante o qual os mercados mais sofreram com a crise.  Não só os mercados, como a indústria de fundos.

A aposta no PSI 20 só foi melhor opção em três meses, dois em que teve uma perda inferior à do cabaz de 10 acções dos fundos, e um em que obteve um ganho superior.

Em termos de acções, ao longo do período de 10 meses, a Galp assumiu-se como a grande protagonista, enquanto o BCP saiu do ‘top ten’ e ainda não regressou. Nos títulos referência também constam a Sonae, EDP e Cimpor que se mantiveram sempre entre as cinco empresas em que os fundos mais investiram durante o período.


A metodologia aplicada

O Diário Económico fez uma simulação dos ganhos/perdas que resultariam para um investimento de 20 mil euros, aplicados, quer na carteira do PSI 20, quer num cabaz das 10 acções em que os fundos mais investem mensalmente. Para tal foram utilizados os relatório mensais da CMVM, e atribuído ao cabaz das 10 acções uma ponderação total de 100%: para cada título a ponderação atribuída está associada ao montante investido nesse título. Para calcular o ganho/perda final foi usado, no caso da carteira dos fundos, a variação percentual no mês seguinte àquele a que a carteira se refere. O último mês analisado não é directamente comparável, dado que Junho ainda não terminou.

Empresas aconselhadas para o mês de Junho
A Galp Energia é a acção preferida de três gestores de fundos nacionais para Junho, de acordo com as opiniões recolhidas pela agência Reuters. Segundo Banif, BPI e ESAF, a energética irá beneficiar da expectativa em torno de possíveis descobertas petrolíferas no Brasil. As acções da Galp destacaram-se nas escolhas dos gestores, que este mês apostam ainda em Cimpor, Sonae, EDP, Jerónimo Martins, Mota-Engil e REN. “Os nossos ‘top picks’ para o mês de Junho são a Sonae SGPS, por uma questão de ‘valuation’ muito baixa, e a Galp, devido ao possível ‘upside’ com novas descobertas no Brasil”, afirmou Jorge Guimarães, do Banif Investimento à Reuters. Apesar de registar uma queda acumulada de 12% desde o início deste ano, a petrolífera portuguesa conta, de acordo com os gestores de fundos, com ‘triggers’ relacionados com a exploração petrolífera na Bacia de Santos, no Brasil. Estes especialistas consideram que o mercado nacional continua a apresentar ‘upside’, devendo ser condicionado sobretudo pelo comportamento das congéneres europeias ao longo deste mês. Os gestores dizem ainda que, fora do PSI 20, as atenções estão voltadas para a EDP Renováveis.

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Será que posso investir no mercado de ações?

Muitas mulheres se fazem essa pergunta. Para a maioria delas elas o fato de não possuirem muito dinheiro as imperde de começar. É o que afirma a coordenadora do Mulheres em Ação, Inês Bozzini, programa da Bovespa que visa aproximar o público feminino do mercado de ações, fornecendo educação financeira e esclarecimentos sobre o tema. “Uma das maiores preocupações das mulheres antes de começarem a investir é o valor que terá que ser disponibilizado. Para se ter idéia, ainda tem muita gente não investindo por achar que não tem um montante suficiente para investir”, diz ela.

Mas o medo é totalmente infundado. Inês garante que qualquer um pode ser acionista de uma empresa, e conta uma história do ex-presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, como exemplo. “Certa vez ele quis mostrar que comprar ações na Bolsa não é uma tarefa difícil. Então, em uma visita à empresa Brasilata, eles idealizaram um clube de investimento, que permite aplicações regulares de pequenas quantias. No clube, do qual participam metalúrgicos da Força Sindical, cada um aplica R$ 29,00 mensais, o que é menos de R$ 1,00 por dia”, explica.

“Por isso é tão importante programas como o Mulheres em Ação e o Bovespa vai até você, porque ajuda a esclarecer muitas dúvidas de futuros investidores e mostra que qualquer um pode planejar e agir para garantir um futuro financeiramente tranquilo”.
Perfil das Investidoras

A coordenadora conta que as mulheres, apesar de terem o estigma de gastadeiras, são muito conscientes da necessidade de poupar para o futuro. “Elas são tidas como gastadeiras porque normalmente o filho, quando quer algo, acaba pedindo para a mãe e é ela que saca o dinheiro para dar para ele. Mas se você perguntar para qualquer mulher, seja ela de alta ou baixa renda, qual o maior sonho dela, a maioria vai responder: ver meu filho na faculdade, o que comprova que elas pensam, sim, no dinheiro que precisarão para o futuro”.

Elas escolhem as empresas das quais serão acionistas diferentemente dos homens. “Grande parte das mulheres procuram empresas ecologicamente responsáveis, que invistam em sustentabilidade. Tem um clube de investimento em que as participantes não investem se a empresa não tiver esse perfil”.
Outra preocupação feminina, segundo Inês, é que as mulheres ficam mais interessadas em investir quando descobrem que essa ação ajudará no crescimento do País. “Quando elas descobrem que, se tornando acionistas de uma empresa, elas ajudam essa companhia a crescer, a gerar mais empregos e, conseqüentemente, existirão menos brasileiros desempregados, menos pessoas passando fome ou sem acesso à educação, elas se entusiasmam ainda mais. Lógico que estão preocupadas com o próprio bolso, mas descobrir que ajudam pessoas por meio do investimento é um incentivo a mais”.
Mulheres em ação

E de acordo com a coordenadora, o programa Mulheres em Ação tem surtido resultado no objetivo de levar mais mulheres à Bolsa. “Em 2002, apenas 15 mil mulheres investiam, hoje já são 115 mil. Atualmente elas representam 24% do total de pessoas físicas investindo em ações”.
Para quem quer começar, mas ainda está receoso, Inês faz três recomendações:
“Organize o seu o orçamento para conseguir fazer sobrar um pouquinho para investir. Como eu já disse, não precisa ser muito e quando a gente estabelece uma meta, conseguimos cumprir. Portanto, a primeira coisa é ter o objetivo de adequar o orçamento mensal de forma que você consiga ter um pouco para investir”;
“A segunda recomendação é buscar informações. Sites, revistas e jornais são ótimas opções. A Bovespa também tem o programa Educar, com palestras gratuitas para jovens, adultos, famílias, jovens casais e idosos, essa é outra boa opção”;
“Por fim, procure uma corretora. Esses profissionais estão preparados para ajudar você a começar, explicando passo-a-passo sobre como proceder, e estão aptos a tirarem qualquer dúvida que você tiver!”.

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O QUE É UM “TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO”?

UM PLANO DE CAPITALIZAÇÃO É uma forma de guardar dinheiro, por um prazo previamente determinado, com direito, a concorrer a prêmios.

MAS COMO SE FORMA O VALOR DE RESGATE DO TÍTULO?

Sobre parte de cada pagamento e do saldo acumulado, aplica-se atualização monetária e juros, formando o valor de resgate do título.

QUAIS AS VANTAGENS QUE UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO OFERECE?

Além da possibilidade de sorteio, a compra de um título de capitalização significa, antes de tudo, compromisso de guardar dinheiro. É uma das alternativas para realização de algum projeto especial que exija planejamento.

E COMO SE FORMA O VALOR DOS PRÊMIOS DE SORTEIO?

Uma parte do pagamento é destinada ao sorteio. Assim, o título de capitalização pode oferecer premiações ao longo de um determinado prazo, lembrando que as chances no sorteio são iguais pra todos os participantes.

O QUE OS BANCOS FAZEM COM OS VALORES A SEREM DEVOLVIDOS AOS CLIENTES?

Os recursos são investidos segundo regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, com a fiscalização da SUSEP e servem de garantia ao resgate do título.

MAS O QUE É PRAZO DE CAPITALIZAÇÃO?

É o período em que os valores depositados são capitalizados. O prazo mínimo estabelecido pela legislação é de um ano. O título de capitalização é uma forma de guardar dinheiro a médio e longo prazo.

E O QUE É PRAZO DE CARÊNCIA?

É o período mínimo em que em você deve deixar o valor aplicado. Somente após este prazo, o saldo acumulado pode ser resgatado.

MAS O QUE ACONTECE SE UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO FOR RESGATADO ANTES DO FINAL DO PRAZO?

Com o resgate antes do final do prazo, perdem-se alguns dos benefícios do título, como por exemplo, sua participação nos sorteios. Além disso, frequentemente, o valor a receber será menor do que o total pago.

E NO FINAL DO PRAZO DE CAPITALIZAÇÃO?

Na maioria dos títulos, o valor de resgate será igual ou maior do que o valor pago, autalizado pela TR.

O TÍTULO PODE SER TRANSFERIDO?

Sim. O título pode ser transferido, desde que a empresa de capitalização seja comunicada formalmente. Esta transferência é totalmente gratuita.

E SE OS PAGAMENTOS DO TÍTULO NÃO ESTIVEREM EM DIA?

O título não pode concorrer a sorteios até que os pagamentos sejam regularizados.

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