Vale a pena deixar o dinheiro na caderneta de poupança?

PoupançaO investimento em caderneta de poupança foi muito incentivado pelo Governo federal nas últimas décadas do século XX e tornou-se uma das mais tradicionais aplicações do mercado financeiro brasileiro. A grande popularidade desse tipo de investimento deve ser atribuída à baixa complexidade operacional quando comparada a outras aplicações.

Além de o investidor poder aplicar pequenas quantias (a  partir de R$ 10), é possível estimar com certa precisão e baixíssimo risco quanto será o rendimento dessa modalidade de investimento no ato da aplicação, independentemente da instituição financeira em que os recursos sejam aportados.

Poupança – Rentabilidade, risco e liquidez.

A caderneta de poupança remunera os investidores á taxa de juros de 0,5% ao mês aplicada sobre os valores atualizados pela Taxa Referencial (TR) na data de aniversario da aplicação. Como a caderneta de poupança trabalha com datas de aniversário dos depósitos, dias nos quais serão creditados os juros devidos do período, ao se escolher essa opção, quantias fixas devem ser aplicadas de preferência sempre no mesmo dia de cada mês. Caso o investidor deseje sacar fora da data de aniversário, o investimento incorrera em perda de rentabilidade. Assim, apesar de possuir liquidez diária, as regras da caderneta de poupança prejudicam a rentabilidade dos investidores que necessitam fazer um resgate fora da data de aniversário, o que limita a liquidez desse tipo de investimento.

O prazo da caderneta de poupança é indefinido: o investidor pode deixar o dinheiro rendendo pelo tempo que desejar. O risco é considerado um dos mais baixos entre as aplicações do mercado financeiro brasileiros;  além da baixa complexidade e da rentabilidade fixa, os recursos aportados são garantidos pelos Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Dessa maneira, no caso de a instituição captadora não conseguir honrar os depósitos, cada investidor tem direito ao ressarcimento de até R$ 60 mil.

As vantagens e desvantagens de depositar seu dinheiro na caderneta de poupança

A principal vantagem da caderneta de poupança é o fato de esse investimento possuir regras bastante simplificadas e padronizadas o que facilita seu entendimento por parte dos investidores de renda mais modesta. Também não é cobrado o Imposto de Renda (IR) de aplicadores caracterizados como pessoa física e pessoa jurídica sem fins lucrativos (no caso de pessoa jurídica com fins lucrativos, é aplicada a tabela regressiva incidente sobre rendimentos brutos em investimentos de renda fixa). Além disso, os depósitos são assegurados pelo FGC, até R$ 60 mil por investidor.

No entanto tamanha segurança é acompanhada de baixos rendimentos. Contudo, com as sucessivas quedas das taxas de juros no Brasil, a caderneta de poupança voltou a ser um potencial competidor de fundos de renda fixa, DI, de curto prazo e CDBs. Isso se deve principalmente em função da incidência de Imposto de Renda (em fundos e CDBs) e de taxa de administração (somente no caso de fundos), impactando negativamente o retorno dessas aplicações. Assim, para pequenas aplicações e por curto período de tempo (geralmente inferior a um ano), a caderneta de poupança esta se tornando viável à medida que a taxa de juros no Brasil recua.

Investimentos para garantir seu futuro!

Aposentadoria com DinheiroViagens, casa na praia e saúde em dia. Para ter uma vida tranqüila no futuro, o que vale mesmo é o planejamento financeiro feito agora. “Qualquer tipo de poupança é bem-vinda para a aposentadoria”, diz Marcello Rudgen Ribeiro, consultor de previdência da MDS Consultoria e Corretora de Seguros, com sede em São Paulo.

Quem não quer adquirir um fundo de previdência complementar pode optar por outras aplicações, como ações e títulos do governo federal. Neste caso, você será o administrador e responsável por fazer seu dinheiro render até o dia que deixar de trabalhar. É preciso ter autocontrole para não usar a grana antes do prazo determinado. Conheça as aplicações que podem turbinar sua reserva financeira no longo prazo.

Ações

Quem quer se tornar sócio de empresas negociadas na bolsa de valores pode investir em fundos de ações ou comprar os papéis por meio de uma corretora de valores. O fundo é indicado para quem tem pouco conhecimento do mercado acionário. Mas é preciso ficar de olho no jeito como o seu dinheiro é administrado. A má gestão pode fazer você perder toda sua grana. Nos fundos também é preciso arcar com a taxa de gestão, a alíquota de Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Nas corretoras são cobradas as taxas de corretagem e custódia. Quem se sente incomodado com a possibilidade de perder dinheiro deve fugir da bola de valores. O investimento em ações é para ser desfrutado no longo prazo, assim você terá tempo e se recuperar dos momentos ruins e se beneficiar das boas fazes do mercado acionário.

Multimercado

Nos fundos multimercado, a aplicação reúne ativos de renda fixa e ações. É muito importante ler o prospecto do fundo para saber se ele é alavancado (que usa mais recursos do que tem em caixa para alcançar melhores resultados). A vantagem é a flexibilidade que os gestor tem para mudar a composição do investimento caso seja necessário.

Para quem não está familiarizado com o mercado de ações outra opção são os fundos Exchage Traded Funds (ETFs). Eles são negociados como uma ação e acompanham índices como o Ibovespa, que reúne os papeis mais transacionados da bolsa. Os ETFs têm liquidez diária e são diversificados. O risco passa a ser do mercado todo, e não de uma única empresa.

Tesouro Direto e Renda Fixa

Para investir em títulos emitidos pelo governo federal, procure fundos de renda fixa ou DI. É preciso pagar uma taxa de administração, que pode chegar a 6% ao ano. É possível negociar a compra ou a venda dos títulos por meio do homebroker de uma corretora.
Para isso, é preciso pagar uma taxa de negociação, que é fixa em 0,10%, e uma taxa de custódia. No site www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/ , tem o ranking das taxas de custódia, que chegam até 1% ao ano. Os títulos indexados á inflação e acréscimos de juros, como as Notas do Tesouro Nacional da série B (NTNs-B) são interessantes para quem pensa na aposentadoria, porque os prazos se estendem até 2045.

Qual o investimento mais seguro?

 

investir

 

Para quem procura investimentos com menos riscos os mais recomendáveis são os fundos de renda fixa e os produtos financeiros garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, para aplicações de até 70 mil como a caderneta de poupança e os CDBs.

Muita gente desanima com a rentabilidade desses produtos quando na verdade deveria ter consciência do maior beneficio deles: Crescimento e Liquidez ao mesmo tempo. Em outras palavras: é a melhor maneira de ter o seu dinheiro disponível para usar na hora que você precisa e ter dinheiro na mão pode trazer grandes oportunidades de investimentos. Você realmente começa a construir riqueza no dia em que percebe que o que trás dinheiro é a liquidez. Quem constrói casa para revender, por exemplo, não ganha dinheiro porque teve a brilhante idéia de construir casa, mas porque teve dinheiro suficiente para pagar a obra com preço bem abaixo daquele que vai vender quando ela estiver pronta. E quem investe em ações, não enriquece só porque comprou bons papéis. Mas porque conhece seu mercado e usa o dinheiro aplicado na renda fixa para aproveitar a queda de preços numa crise, e assim faz boas compras. Por isso uma boa indicação para os seus investimentos sempre vai ter uma boa parte da carteira investida em renda fixa. Mesmo que a intenção seja administrar o risco da renda variável.

Para pessoas comuns que não são grandes investidores o ideal é que a maior parte do patrimônio esteja nesses produtos e com uma parte menor do patrimônio investido em renda variável você aprende aos poucos a lidar com os riscos, conseguindo boas chances de retorno cima da renda fixa.

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