Os benefícios e os cuidados antes de contratar um consórcio

As cotas de consórcio de automóveis, comercializadas no primeiro trimestre deste ano,teve um aumento de 43,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Para a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), o bom momento está relacionado às boas condições que os consórcios estão oferecendo, em relação aos outros tipos de financiamento que existem no mercado.

“Há muitas coisas boas em se adquirir um bem por meio do consórcio. Primeiro que essa modalidade não tem juros. Segundo que permite ao consumidor, com a carta de crédito em mãos, fazer o pagamento à vista e negociar o preço, conseguindo descontos vantajosos”, afirma o presidente executivo da entidade, Paulo Rossi.

Ele ainda completa: “Também não podemos deixar de citar que o consórcio é uma poupança programada que ajuda o consumidor a guardar o dinheiro, além disso ele tem muito menos burocracia do que em um financiamento normal, já que exige bem menos comprovações. O participante só terá de apresentar uma garantia de que vai pagar as prestações quando for contemplado, mas essa garantia normalmente é o próprio bem, que fica alienado até ele finalizar o compromisso dele com o consórcio”.

Cuidados

Mas antes de entrar em um consórcio você precisa tomar alguns cuidados. “Um deles é nunca fazer um consórcio em empresas que não sejam autorizadas pelo Banco Central do Brasil a comercializar cotas de consórcio”, explica.
Além disso, ele afirma que é preciso analisar muito bem o contrato, e não assinar nada sem ter sanado todas as dúvidas. “Fale com o vendedor, com a administradora ou até mesmo com a Abac, se for preciso. Mas nunca assine nada sem ter certeza do que está escrito”, diz o executivo.

Ele também alerta para as falsas promessas, comuns nessa modalidade de compra. “Jamais acredite em promessas verbais de vendedores. É comum alguns dizerem para os clientes que eles logo serão contemplados, e não dá para saber isso. O consorciado só vai receber a carta de crédito se for sorteado ou se der um lance, portanto, não dá para garantir que ele estará com o bem nas mãos em pouco tempo. Toda promessa ou tem de ser confirmada com a administradora ou deve estar escrita no contrato”.

Fonte:Tabata Pitol Peres

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Quem você é:poupador,investidor ou apostador?

A relação que você tem com o seu dinheiro pode classificá-lo no grupo de poupadores, investidores ou apostadores. Você sabe diferenciar esses três tipos de pessoas?

Pela própria origem do nome, que remete à caderneta de poupança, já dá para decifrar que os poupadores são mais conservadores. “Eles juntam um mesmo valor de dinheiro mês a mês para, após um tempo, realizar uma aquisição, seja a compra de um carro ou da casa própria, por exemplo”, explicou o professor PhD da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), Marcos Crivelaro.

Os poupadores retêm uma parte do orçamento com a finalidade de consumir ou até mesmo de ter uma reserva de emergência, mas sempre deixando a questão da rentabilidade em segundo plano. Em alguns casos, eles apenas deixam o dinheiro guardado na conta-corrente ou em casa, sem ao menos atentar à inflação, que diminui o poder de compra do valor guardado, com o passar do tempo.

Os investidores
Já os investidores têm o hábito de guardar dinheiro, sempre de olho na rentabilidade, pensando no futuro e na acumulação de riqueza. “Ele navega por várias modalidades de investimento em uma escala evolutiva: caderneta de poupança, fundos de investimento até chegar à renda variável”, explicou Crivelaro.

Seu objetivo até pode ser uma aquisição, mas ele não deixa de guardar dinheiro depois que atinge sua meta. Continua, devido ao pensamento de longo prazo e de acumulação de um patrimônio.

De acordo com Crivelaro, grande parte dos brasileiros ainda se encontra no grupo dos poupadores, enquanto o ideal seria que eles estivessem no dos investidores, o que não acontece devido à situação financeira difícil pela qual passa a população. “Cerca de 85% são poupadores, 15% são investidores e outros 5%, apostadores”.

Os apostadores
Neste grupo, a palavra de ordem é se arriscar, em busca de um retorno grande. Porém, existem os maus apostadores, que são aqueles que não medem esforços e correm cegamente em busca de uma grande oportunidade de ganhar dinheiro. Existem outros que são um pouco mais conscientes e que separam, para essa “aventura”, apenas parte de seu patrimônio.

“Conheço muitos jovens apostadores, que pensam que, se não for para investir em algo que garanta um ótimo retorno, é melhor gastar o dinheiro”, exemplificou Crivelaro, que ainda disse que esse grupo costuma ser mais apostador porque tem a visão de que existe mais tempo para recuperar aquilo que pode ser perdido na aposta.

De acordo com Crivelaro, os apostadores querem ganhar muito dinheiro e de forma rápida. A questão temporal, neste caso, é importante. Por isso, categorias de longo prazo não despertam interesse neles, bem como aquelas que exigem muito esforço. O importante é ganhar dinheiro fácil.

Características
Confira as características de cada perfil:

Características
Perfil Poupador Investidor Apostador
Objetivo Realizar um sonho de consumo
Fazer reserva de emergência
Garantir renda futura
Acumular patrimônio
Ganhar dinheiro fácil
Ganhar dinheiro rápido
Rentabilidade Fica em segundo plano Quer a maior rentabilidade na média Quer a melhor rentabilidade do mercado
Prazo Até atingir o objetivo de consumo Investe constantemente O mais curto possível
Risco Baixo Médio a alto Altíssimo
Quem agrupa? Classes baixa e média Classes média alta e alta Classes altas


Fonte:http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1838009&path=/suasfinancas/

Investindo a curto, médio e longo prazos

Uma pessoa que precisa de dinheiro para fazer uma viagem ao final do ano não deve aplicá-lo da mesma forma que uma outra que necessita da quantia para arcar com a faculdade do filho. A questão parece bastante óbvia, afinal, a primeira conta com menos tempo do que a segunda. Mas a situação se complica quando questionado: qual investimento cada uma dessas pessoas deve fazer?

No curto prazo, a professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), Myrian Lund, afirma que é preciso deixar o dinheiro em uma alternativa com liquidez, ou em uma aplicação que permita saque rápido. “Considero o curto prazo aquele investimento em que a pessoa vai precisar do dinheiro no prazo de um ano”, afirmou. “A melhor aplicação que tem hoje é o CDB DI”.

O CDB é um certificado de depósito bancário, em que a pessoa empresta para o banco, com a garantia de uma aplicação como a da poupança. A liquidez, por sua vez, é diária. Myrian orientou o investidor a fazer um CDB atrelado a uma proporção do DI, que é a taxa de juro praticada no Brasil (de 10,25% ao ano).

“Pegue sempre algo acima de 85% do DI. Abaixo disso, é melhor ir para a poupança. Como é um produto que pode-se negociar, verifique quanto o banco está pagando. Senão, não é vantajoso”, completou.

A poupança
Ainda para quem quer aplicar no curto prazo, ou no tempo máximo de um ano, a planejadora financeira Rosario Pujado indica a poupança, “pelo menos enquanto as regras de cálculo permanecerem do jeito que estão, já que o governo cogita mudar a forma de cálculo, mas terá dificuldades para aprovar a mudança”.

A possibilidade de mudança do cálculo da poupança está ligada ao fato de que a queda da taxa de juro Selic está levando muitos investidores de fundos de investimento de renda fixa para as cadernetas, que rendem 6% ao ano mais TR (taxa referencial).

Médio prazo
Em relação ao médio prazo, que Rosario considera ser um investimento de um a três anos, ela indica o CDB prefixado, de mais de 720 dias, para que o investidor possa pagar a alíquota mínima de IR (Imposto de Renda); ou letras hipotecárias, isentas de IR para o investidor pessoa física.

Já Myrian considera uma aplicação de médio prazo aquela até cinco anos. “O que acontece é que a pessoa, quando tem uma data mais confortável para atingir seu objetivo, fica buscando sair da renda fixa. Sempre que tem prazo, não recomendamos renda variável, mas renda fixa. Nesse caso, eu também recomendo um fundo DI”.

De acordo com ela, também pode ser considerado um fundo de investimento, desde que a taxa de administração não seja de 2% ou mais. Neste caso, o CDB DI é melhor.

Longo prazo
A professora da FGV considera de longo prazo um investimento com tempo acima de cinco anos. Neste caso, ela indica a renda variável, de 10% a 30% do dinheiro que a pessoa dispõe para investir. “A Bolsa de Valores já retomou tendência de alta. Apesar de um ano ruim, a Bolsa trabalha com expectativas e, para 2010, elas são positivas”.

A planejadora financeira, por sua vez, afirmou que a aplicação no longo prazo vai depender também da tolerância ao risco do investidor. “Podemos sugerir um mix de títulos públicos comprados via Tesouro Direto”, explicou.

“Os fundos multimercados são uma boa alternativa de diversificação, entretanto o investidor deve ficar de olho nas taxas de administração cobradas pela instituição financeira”, finalizou Rosario, para quem o investimento de longo prazo já é aquele com mais de três anos.

Por: Flávia Furlan Nunes
InfoMoney

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