Faça seu dinheiro trabalhar por você
12/09/2009 · 1 Comentário
Mas como fazer meu dinheiro trabalhar por mim?
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Crise Financeira – Dicas para escapar da Crise sem ter prejuÃzos
16/10/2008 · 2 Comentários
Como deve proceder quem pretende comprar um carro ou um bem mais caro?
Deve preferir pagar à vista e obter o maior desconto possÃvel. Os juros desta modalidade são altos e tendem a subir mais rápido que na compra de imóveis. Se for financiar, a taxa não deve ser maior que 3% mensais
Agora é um bom momento para comprar imóvel?
Não. A compra deve ser feita quando acabar a crise e os bancos voltarem a reduzir os juros dos financiamentos. Se a compra já estiver em andamento, a taxa de juros aceitável não deve ultrapassar 1% ao mês
Sobre quem está fora da Bolsa, os economistas divergem. Alguns acham que só profissionais devem entrar nessa hora; outros acham que é possÃvel arriscar com ações baratas. Quem não gosta de risco, não deve pôr dinheiro na Bolsa
Quais gastos e investimentos devem ser antecipados e/ou adiados?
Quem já está na Bolsa deve continuar para não tomar prejuÃzo
Uma opção segura é investir em tÃtulos do governo pós-fixados
Se tiver dividas, deve antecipar o pagamento para reduzir os juros incidentes nas parcelas
É melhor optar por financiamentos mais curtos ou o que faz a diferença é o juro?
A taxa de juros é a mais importante, mas o prazo deve ser analisado. Quem assume financiamento agora continuará pagando juros altos mesmo quando as taxas caÃrem
Que taxa máxima de juros deve ser considerada adequada por mês? A partir de que taxa o consumidor deve evitar o financiamento?
3% ao mês. A partir deste patamar, a compra deve ser evitada. Essa taxa serve, segundo os economistas, para qualquer modalidade de financiamento, menos de imóveis, cujo Ãndice máximo deve ser 1% ao mês
Quem vai viajar ou comprar produtos importados deve juntar dólares já? Qual é a melhor forma de comprar a moeda?
O dólar só deve ser adquirido neste momento se a viagem estiver muito próxima, caso contrário, o ideal é esperar a taxa ceder novamente. De qualquer forma, a moeda nunca deve ser adquirida em um único dia, já que a taxa oscila bastante e o comprador pode fazer um negócio melhor se dividir a operação
O dólar vai subir ou cair?
A moeda deve ficar próxima de R$ 2 até o final do ano. Mas, para evitar a alta da inflação, o Banco Central deve manter os leilões de venda de dólares para fazer com que a taxa vá abaixo dos R$ 2 no inÃcio de 2009
Investir em dólares é uma boa idéia?
O investimento é arriscado e só deve ser feito para pagar dÃvidas na mesma moeda ou enviar dinheiro para algum familiar que resida no exterior.
Investir em ouro é boa idéia?
Não. No Brasil, o ouro não tem liquidez, portanto, é difÃcil para a pessoa vender. Além disso, as barras não vão para casa, ficam no banco. O investidor leva um certificado e paga a custódia ao banco, o que gera um custo para o detentor
Como proteger minhas economias?
Evite fazer novas dÃvidas, e adie os planos de investimentos
Quem tem menos de R$ 1.000 sobrando na conta corrente deve ficar com a poupança, que não cobra taxa de administração nem imposto de renda
Quem tem sobra de mais de R$ 1.000 deve aplicar em CDB
Se tiver mais de R$ 5.000 sobrando e perfil agressivo, pode arriscar e comprar ações baratas. Para isso, é necessário consultar uma corretora para avaliar as pechinchas. Se quiser mais garantia, tÃtulos do governo são a opção
É seguro deixar o dinheiro em conta corrente? Os bancos brasileiros têm chances de quebrar?
Não há risco de quebra, segundo os analistas. O Fundo Garantidor de Crédito garante depósitos de cada cliente, em cada instituição, em até R$ 60 mil no máximo (considerando todas as contas e aplicações que ele tiver naquele banco)
Como o Brasil será afetado pela crise nos EUA?
Entra menos dinheiro no paÃs, o que reduz a oferta de moeda estrangeira, fazendo com que a cotação do dólar suba em relação ao real. Produtos importados, como eletroeletrônicos, sobem de preço
Caso entrem em recessão, os Estados Unidos vão consumir menos, afetando as exportações brasileiras para aquele paÃs
Os bancos emprestam menos, e as empresas ficam sem dinheiro para investir, cortando os investimentos e a produção, gerando desemprego e desaceleração econômica
Com a produção reduzida, a oferta de produtos também deve cair e, com isso, os preços sobem, aumentando a inflação
Por que setores que não têm relação com a Bolsa também são afetados por uma crise financeira?
Porque a economia é um sistema interligado. Se os EUA consumirem menos soja, por exemplo, os exportadores vão vender menos, os transportadores vão reduzir sua atividade e as fábricas de caminhões vão cortar a produção
Há risco de demissões nas empresas?
No inÃcio, não. Mas se os produtores brasileiros começarem a exportar menos, por exemplo, as vendas e o faturamento vão cair, e, para equilibrar as finanças, podem demitir
Os salários vão subir menos?
Se o nÃvel de emprego cair, vai sobrar mão-de-obra. Portanto, a tendência não é de aumento de salários. A partir de 2009, os sindicatos não devem conseguir reajuste de salário acima da inflação.
Só preços de produtos importados devem subir?
A alta do dólar deve encarecer alguns produtos importados como eletrônicos e fortalecer a indústria nacional. A crise deve reduzir o consumo nos Estados Unidos de commodities, reduzindo o preço desses produtos nos mercados internacionais
A inflação pode disparar?
Não. As recentes elevações na taxa de juros no paÃs devem surtir efeito e frear o consumo, o que impede a alta da inflação
Quanto tempo deve durar a crise?
Após a aprovação do pacote, deve demorar um ano para a economia dos EUA se restabelecer da crise e mais um ano para voltar a mostrar vigor econômico
Fontes:
José Carlos Luxo, professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração da USP)
Liao Yu Chieh, professor de finanças do Ibmec São Paulo
Luiz Jurandir Simões de Araújo, consultor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras da USP)
Marcelo Ângulo, administrador e autor do livro “Suas finanças.com”
Miguel José Ribeiro de Oliveira, presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças)
Paulo Scarano, coordenador do curso de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Como a crise mundial afeta o Brasil?
16/10/2008 · 14 Comentários
A crise financeira que começou há mais de um ano nos Estados Unidos como uma crise no pagamento de hipotecas se alastrou pela economia e contaminou o sistema mundial. Banco atrás de banco por lá apresentou perdas bilionárias, outros chegaram a quebrar. Na Europa também há vÃtimas. E no Brasil? Por aqui, a crise não afeta ninguém diretamente –os bancos dizem não possuir papéis ligados à s hipotecas–, mas atinge vários setores por causa da forte contração de crédito.
As quebras e os problemas enfrentados por bancos até então considerados importantes e sólidos geraram o que se chama de “crise de confiança”. Num mundo de incertezas, o dinheiro pára de circular –quem possui recursos sobrando não empresta, quem precisa de dinheiro para cobrir falta de caixa não encontra quem forneça. Isso fez cair e encarecer o crédito disponÃvel. E numa economia globalizada, a falta de dinheiro em outro continente afeta empresas no mundo todo.
Crise financeira começou com a concessão de créditos de alto risco no setor imobiliário
Com a circulação de dinheiro congelada e o consumo comprometido, o resultado esperado é a contração das economias, uma vez que empresas, pessoas fÃsicas e governos passam a encontrar dificuldade em financiarem seus projetos. Justamente para injetar liquidez (dinheiro nos mercados) os Bancos Centrais fazem leilões de moeda e criam linhas especiais de bilhões de dólares.
No Brasil, é exatamente esse o principal efeito da crise: a dificuldade em se obter dinheiro. Grandes empresas que dependem de financiamento externo passam a encontrar menos linhas de créditos disponÃveis, afinal, os bancos têm medo de emprestar em um contexto de crise. Por conseqüência, com a dificuldade em captar no exterior, ficam comprometidos projetos de construção dessas empresas, que por sua vez gerariam empregos e renda ao paÃs.
Até mesmo os bancos começam a sofrer com a dificuldade de captar recursos no exterior, o que deve fazer os empréstimos ficarem mais caros e mais difÃceis também para as pessoas fÃsicas. Por conta disso, as instituições de médio e pequeno porte já tiveram ajuda do governo brasileiro.
Para reduzir os efeitos da crise internacional, o BC (Banco Central) anunciou mudanças nos depósitos compulsórios das instituições financeiras, um dos instrumentos usados para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.
Escassez de dinheiro em circulação dificulta investimentos de governos e empresas
Por meio do depósito compulsório, o órgão obriga os bancos a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos à vista, a prazo ou poupança. Assim, quando reduz o compulsório, o BC dá aos bancos mais dinheiro para emprestar aos seus clientes.
Ainda na esteira da contração do crédito, outra conseqüência da crise nos EUA é haver alguma desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Isso porque o consumo das famÃlias e o investimento das empresas, dois dos principais pilares de expansão da economia nos últimos anos, cresceram justamente pela farta oferta de crédito. Com menos dinheiro, gasta-se menos, produz-se menos e o crescimento é menor.
Também serão afetadas as exportações do paÃs, que devem cair porque os paÃses compradores estão se desaquecendo e possuem menos dinheiro para comprar –e menos população com capacidade de consumir.
Por isso, o governo anunciou linhas especiais de financiamento para os exportadores. Além disso, tem injetado milhões de reais por meio do alÃvio dos compulsórios. Por meio do depósito compulsório, o Banco Central obriga os bancos a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos à vista, a prazo ou poupança.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também já declarou que o banco de fomento conta com dinheiro suficiente até a primeira metade de 2009 para fazer face à escassez de crédito internacional.
Por fim, pesa a alta do dólar –em momento de crise, a cotação sobe porque a moeda americana, considerada um investimento seguro, tem mais procura. E o dólar mais caro encarece os importados, o que pressiona a inflação e reduz o poder de compra. Para segurar o câmbio, o BC tem feito uma série de leilão de dólares. Com mais oferta de dinheiro, menos a demanda pressiona a cotação.
Mercado de capitais de todo o mundo acumula perdas com a crise financeira
Bolsa de Valores
Um dos reflexos mais visÃveis da crise, porém, é a forte queda nos mercados acionários. Trata-se de um ciclo sem fim: com medo da crise financeira aumentar, os investidores tiram o dinheiro das Bolsas, consideradas investimentos de risco. Então, faltam recursos para as empresas investirem e a crise aumenta, o que faz os investidores tirarem mais dinheiro.
Ou seja, como a crise americana provoca justamente aversão ao risco, os investidores em ações preferem sair das Bolsas, sujeita a oscilações sempre, e aplicar em investimentos mais seguros. Além disso, os estrangeiros que aplicam em mercados emergentes, como o Brasil, vendem seus papéis para cobrir perdas lá fora. Com muita gente querendo vender –oferta elevada–, os preços dos papéis caem e os Ãndices (que refletem os valores das ações) desvalorizam.
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