Conheça diversas opções de Plano de Previdência

Planos de previdência

Uma das maiores dúvidas de quem resolve investir em um plano de previdência, preparando-se para o merecido discando no futuro, é como fazer o resgate do dinheiro. Existem várias formas de usar o dinheiro acumulado e deve-se escolher a mais conveniente para sua situação. Veja abaixo algumas delas:

Renda mensal vitalícia

O titular do fundo de previdência complementar resgata todo o valor acumulado e deixa o dinheiro para ser administrado pela seguradora. Nesta opção, a grana não pertence mais a ele, mas sim, á instituição financeira. A seguradora se compromete a administra o dinheiro e garantir uma renda mensal ao cliente. O titular do plano vai receber a grana até o dia do falecimento. “ A desvantagem é que, se a pessoa precisar do dinheiro, não conseguir ar ter-lo em mãos, só em forma de renda mensal“, diz Marcello Rudge Ribeiro, consultor de previdência da MDS Consultoria e Corretora de seguros, em São Paulo. O contrato da renda vitalícia é ideal para quem já dispõe de reserva financeira que possa ser usada em uma emergência ou mesmo para realizar sonhos pessoais. O valor do dinheiro é corrigido por índice inflacionário e por uma taxa de juro.

Resgate programado

É a forma de sacar o dinheiro do plano de previdência por vários anos. Quem opta pelo resgate programado pode negociar com a seguradora o valor e o prazo em que quer receber o dinheiro.

A grana continua aplicada no fundo, por isso os ganhos são conseguidos de acordo com a rentabilidade do investimento. Há a opção de manter os aportes também. “Ao escolher o resgate programado, o titular está apostando que o juro que ele vai ganhar com o plano será maior do que o oferecido pela seguradora na renda vitalícia“, diz Eduardo Correia, líder da área de previdência da consultoria Mercer, em São Paulo. Algumas instituições não oferecem esta opção.

Renda vitalícia reversível do cônjuge

O titular recebe uma renda mensal fixa durante toda a vida. Em caso de falecimento, o dinheiro é revertido em renda mensal para o marido ou para a esposa. Geralmente, o valor da renda é menor do que aquele que o titular recebia.

Renda mensal temporária ou renda com prazo certo

O investidor opta por resgatar o dinheiro acumulado por um dia determinado período da vida em média, o prazo vai de cinco a 15 anos. Em caso de morte, a grana deixa de ser paga. Dependentes ou conjugues não tem direito ao beneficio. A vantagem é que o investidor recebe uma quantia maior de dinheiro em menos tempo. No entanto, é preciso ter disciplina para não ficar de bolso vazio.
“É indicado para quem já está se aposentando do trabalho e não têm dependentes”, diz Luiz Claudio Friedheim, diretor de marketing da Mongeral Aegon Seguradora, no Rio de Janeiro.

Renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido

O titular do plano recebe uma renda mensal fixa, estipulada pela seguradora, de acordo com o período que ele escolheu para receber o dinheiro. Em caso de morte antes do fim do prazo combinado, o dinheiro vai para os beneficiários do plano. “A seguradora vai calcular um valor de beneficio menor porque sabe que alguém vai recebê-lo, seja o cliente, seja os dependentes”, diz Eduardo Correia, da consultoria Mercer. “E indicado para quem tem uma obrigação financeira, como filhos na faculdade”. diz Gustavo Brandão, superintendente de desenvolvimento de produtos de previdência e vida da Sul América, em São Paulo.

Resgate total

É quando o titular decide resgatar todo o dinheiro da aposentadoria. Se você opta por essa modalidade é preciso ter muita cautela. “Se mudar do plano de previdência para outra aplicação, o investidor vai ter de arcar com alíquotas de imposto de renda, que são maiores para quem vai usufruir do dinheiro no curto prazo”, diz Marcelo Rudge Ribeiro, da MDS Consultoria e Corretora de Seguros, em São Paulo. No caso de falecimento do titular, não é necessário fazer o inventário dos recursos aplicados na previdência, o que é impreterível para outros investimentos. O ideal é que o investidor tenha garantia de que conseguirá uma renda mensal para vier com tranqüilidade

Renda vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores

Funciona com a renda reversível ao cônjuge, com a diferença de que é indicado para quem tem filhos pequenos. No caso de morte do titular do plano, o dinheiro é revertido em uma renda mensal para toda a família.

Como se aposentar com 1 milhão de reais

Aposente-se com 1 milhão de reais – Veja quanto é preciso depositar mensalmente para chegar aos 65 anos com 1 milhão de reais, considerando uma rentabilidade de 4% ao ano:

Se você tem 25 anos
Tempo de contribuição: 40 anos
Contribuição mensal: 858,47 reais
Renda a receber por mês: 4274,51 reais

Se você tem 30 anos
Tempo de contribuição: 35 anos
Contribuição mensal: 1107,59 reais
Renda a receber por mês: 4274,51 reais

Fonte: Sulamérica Seguros e Providencia

Previdência Privada: atenção na contratação de planos

previdência privadaSe sua intenção é garantir uma renda complementar ao se aposentar, a melhor opção são os planos de previdência. Eles oferecem vantagens fiscais que aumentam à medida que o prazo de investimento cresce.

Assim sendo, se sua intenção é investir para a sua aposentadoria, nada melhor. Mas, se pretende efetuar saques antecipados, deve estar preparado para uma queda no rendimento da aplicação. Pois, neste caso, o benefício fiscal é menor!

Mesmo para quem não pretende sacar o dinheiro antes do início do pagamento dos benefícios, é preciso alguns cuidados na contratação dos planos, como sugere o diretor presidente do IBEDEC (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), Dr. José Geraldo Tardin.

Flexibilidade reduz risco de saque antecipado

A principal recomendação do presidente do IBEDEC está relacionada à flexibilidade do plano. É importante lembrar que, quanto maior a flexibilidade do plano, menor é a chance de você se ver forçado a resgatar antecipadamente a aplicação. Afinal, em um momento de aperto financeiro você pode, por exemplo, deixar de efetuar as contribuições, ou simplesmente diminuir o valor das mesmas.

Tardim também recomenda aos interessados em contratar um plano de previdência que verifiquem a possibilidade de se antecipar a data de resgate dos benefícios. Esta opção pode ser útil para quem, faltando poucos anos para se aposentar, perde o emprego. Neste caso, antecipar o pagamento dos benefícios é mais vantajoso do que efetuar um resgate parcial antecipado.

É sempre bom lembrar que a flexibilização deve ser vista como uma alternativa para ajudá-lo no seu planejamento financeiro. O seu objetivo deve ser o mesmo: poupar frequentemente com o intuito de formar uma reserva financeira para a sua aposentadoria.

Retorno vale a pena?

Os críticos dos planos de previdência alegam que as taxas cobradas são muito elevadas, o que torna a aplicação pouco atrativa frente aos fundos de investimento. Esta é uma análise simplista da coisa, pois não considera os benefícios fiscais.

Em outras palavras, o retorno que você analisa nos jornais não inclui o pagamento de imposto de renda. E nos planos de previdência você só paga IR no resgate, o que possibilita um crescimento mais rápido do dinheiro aplicado do que nos fundos, onde o imposto é pago a cada seis meses.

É bem verdade que nos planos de previdência você arca, além da taxa de administração, com a taxa de carregamento, mas muitas administradoras já oferecem taxas decrescentes e isentam o investidor que aplica o dinheiro por mais de 2 anos. Assim é importante que, ao escolher o seu plano, procure instituições que ofereçam taxas atrativas de administração dos recursos (até 2,5% ao ano), mas, sobretudo, de carregamento (decrescente de 3% a 0% após 2 anos).

Como tem sido o desempenho?

Para quem mantiver as premissas discutidas acima, ou seja, não sacar no curto prazo e procurar planos com taxas atrativas, a previdência certamente trará um rendimento mais atrativo no longo prazo. Senão, ao menos pelo fato de ajudar na criação do hábito de se poupar regularmente.

Mas de nada adianta pagar menos taxas e impostos, se o desempenho da carteira do seu plano é muito ruim. Os planos em geral se enquadram em três categorias de risco: conservadores, moderados e agressivos. Analise o desempenho histórico do seu plano nos últimos dois a três anos e verifique se efetivamente está alcançando os objetivos de retorno atrativo.

Sobretudo, no caso dos planos mais agressivos, que investem em ações, analise o desempenho por um prazo mais longo, pois é assim que você tem uma idéia mais realista do quanto pode esperar de retorno no longo prazo.

Transparência e segurança

E, falando de investimento no longo prazo, vale recomendar que você tenha absoluta confiança na administradora do plano. Analise com cuidado o histórico da instituição, e tente verificar o grau de solidez da mesma.

Mas não basta ser uma instituição sólida, se a comunicação com o investidor não é direta, transparente. Procure se informar com outras pessoas que já investem com a instituição, verificando se estão satisfeitas com o atendimento prestado.

O IBEDEC lembra que, para garantir um mínimo de segurança aos investidores, a Lei 6.435 de 1977 impõe que as seguradoras e bancos emitam extratos das aplicações e informes sobre o desempenho da carteira de investimento do plano. Com estas informações em mãos, você está preparado para começar a planejar sua aposentadoria.

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