Boas razões para ter um plano de Previdência Privada

Muitas pessoas podem se perguntar porque iniciar um plano de previdência complementar se já contribuem mensalmente para o INSS. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a previdência pública está em crise não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Boas razões para ter um plano de Previdência Privada:

Previdência é mais vantajosa que poupança

Usados de forma adequada, visando o longo prazo, e observando as taxas cobradas, os planos de previdência são a melhor maneira de acumular reserva de capital para sua aposentadoria. Isso também ocorre e é amplificado quando comparado à aplicação na caderneta de poupança. As vantagens da previdência privada são o regime tributário de alíquotas decrescentes, a isenção da cobrança do Imposto de Renda sobre o ganho da capital durante a fase de acumulação e os papéis de renda fixa atrelados à Selic. Na poupança não há cobrança de imposto sobre o rendimento, mas ele é substancialmente inferior ao oferecido pelos fundos de previdência, por conta do redutor que incide sobre a Taxa Referencial (TR).

Para se ter uma idéia, enquanto o CDI, referência para os planos de aposentadoria de renda fixa, subiu 19,15% em 2005, a poupança teve retorno de apenas 9,2%. Ou seja, o dinheiro aplicado na previdência rendeu muito mais do que os recursos investidos na poupança. Este ano, a Selic deve atingir 16% na média, enquanto a poupança deve cair para cerca de 8%.

O efeito sobre o capital cresce na medida em que você possui mais recursos aplicados e com o tempo decorrido. Ou seja, se tivesse R$ 100 mil de reserva acumulada na previdência, seu capital poderia ter subido 19,15% em 2005, precisando apenas descontar a taxa de administração. Supondo 2% de gerenciamento, o retorno seria próximo de 17%, ou R$ 17 mil. Na poupança o mesmo capital teria rendido R$ 9,2 mil. Se os recursos ficassem aplicados por 10 anos, o efeito dos juros seria muito maior e o imposto pago sobre o saque seria pequeno perto do ganho de capital. Na previdência, o valor acumulado poderia ser o dobro do da poupança, conforme a taxa média de juros do período. É absurda a diferença de retorno e recomendável a aplicação na previdência para aproveitar os juros elevados vigentes na economia brasileira.

INSS suspende 125 mil aposentadorias

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou nesta segunda-feira a suspensão do pagamento de 124.755 aposentadorias e cessou outros 8.736 benefícios em todo País. Os suspensos podem ser reativados nos bancos. Já os cessados devem comparecer às agências do INSS. Dos cancelados, 31.322 mil benefícios são de segurados que fizeram o censo por meio de procuradores, mas que não foram encontrados por fiscais do governo nos endereços declarados. O INSS chegou a convocar por meio de edital, em fevereiro, os segurados nessa situação, mas apenas 285 responderam.

O benefício pode ser regularizado em uma agência da Previdência Social com o CPF, documento de identidade e comprovante de residência.

O segurado tem um prazo de 30 dias para fazer a regularização dos dados e receber o pagamento bloqueado. Após 30 dias, o benefício é suspenso por três meses. Em seguida, caso não seja feita a regularização, a aposentadoria é cancelada.

A economia mensal com estes benefícios cessados e suspensos é de R$ 4,995 milhões, segundo a Previdência.

INSS notifica 71 mil que podem perder aposentadoria

A Previdência Social começa a notificar, a partir desta quinta-feira, 71.480 aposentados e pensionistas no País que ainda não atualizaram seus dados no Censo Previdenciário. A notificação será feita por carta ou, caso a pessoa não tenha endereço atualizado no INSS, em edital publicado hoje. No Estado de São Paulo, serão chamados 11.388 beneficiários. Desses, 272 receberão a notificação por carta e 11.116 por edital.

Os documentos obrigatórios para o Censo são o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um documento de identificação, que pode ser a carteira de identidade (RG), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou registro de conselho profissional. O INSS recomenda, também, que o beneficiário apresente um comprovante de residência e o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT).

O aposentado ou pensionista tem prazo de 30 dias, após receber a notificação por carta ou edital, para atualizar os dados cadastrais na agência bancária que paga seu benefício. Passado esse prazo, o pagamento mensal é suspenso e permanece nessa condição por 90 dias.

Para reativar o benefício, o interessado deve comparecer ao banco e apresentar os documentos exigidos. Se o beneficiário não atualizar seus dados, o pagamento é cessado e só poderá ser reativado na agência da Previdência Social responsável pelo seu controle.

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