Investimentos para garantir seu futuro!

Aposentadoria com DinheiroViagens, casa na praia e saúde em dia. Para ter uma vida tranqüila no futuro, o que vale mesmo é o planejamento financeiro feito agora. “Qualquer tipo de poupança é bem-vinda para a aposentadoria”, diz Marcello Rudgen Ribeiro, consultor de previdência da MDS Consultoria e Corretora de Seguros, com sede em São Paulo.

Quem não quer adquirir um fundo de previdência complementar pode optar por outras aplicações, como ações e títulos do governo federal. Neste caso, você será o administrador e responsável por fazer seu dinheiro render até o dia que deixar de trabalhar. É preciso ter autocontrole para não usar a grana antes do prazo determinado. Conheça as aplicações que podem turbinar sua reserva financeira no longo prazo.

Ações

Quem quer se tornar sócio de empresas negociadas na bolsa de valores pode investir em fundos de ações ou comprar os papéis por meio de uma corretora de valores. O fundo é indicado para quem tem pouco conhecimento do mercado acionário. Mas é preciso ficar de olho no jeito como o seu dinheiro é administrado. A má gestão pode fazer você perder toda sua grana. Nos fundos também é preciso arcar com a taxa de gestão, a alíquota de Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Nas corretoras são cobradas as taxas de corretagem e custódia. Quem se sente incomodado com a possibilidade de perder dinheiro deve fugir da bola de valores. O investimento em ações é para ser desfrutado no longo prazo, assim você terá tempo e se recuperar dos momentos ruins e se beneficiar das boas fazes do mercado acionário.

Multimercado

Nos fundos multimercado, a aplicação reúne ativos de renda fixa e ações. É muito importante ler o prospecto do fundo para saber se ele é alavancado (que usa mais recursos do que tem em caixa para alcançar melhores resultados). A vantagem é a flexibilidade que os gestor tem para mudar a composição do investimento caso seja necessário.

Para quem não está familiarizado com o mercado de ações outra opção são os fundos Exchage Traded Funds (ETFs). Eles são negociados como uma ação e acompanham índices como o Ibovespa, que reúne os papeis mais transacionados da bolsa. Os ETFs têm liquidez diária e são diversificados. O risco passa a ser do mercado todo, e não de uma única empresa.

Tesouro Direto e Renda Fixa

Para investir em títulos emitidos pelo governo federal, procure fundos de renda fixa ou DI. É preciso pagar uma taxa de administração, que pode chegar a 6% ao ano. É possível negociar a compra ou a venda dos títulos por meio do homebroker de uma corretora.
Para isso, é preciso pagar uma taxa de negociação, que é fixa em 0,10%, e uma taxa de custódia. No site www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/ , tem o ranking das taxas de custódia, que chegam até 1% ao ano. Os títulos indexados á inflação e acréscimos de juros, como as Notas do Tesouro Nacional da série B (NTNs-B) são interessantes para quem pensa na aposentadoria, porque os prazos se estendem até 2045.

Economizando dinheiro em casa.

1. Refaça o orçamento da casa

Não é fácil, mas explique a todos que é necessário abrir mão de algumas coisas. Se você convencer seu filho de que o dinheiro que ele gasta em baladas pode retornar de maneira mais produtiva no futuro, como uma viagem ou mesmo aquele carro que você prometeu, será uma vitória.

2. Para onde vai seu dinheiro?

Saber de que forma ele está sendo gasto é de crucial importância. Por isso, peça para toda a família colocar as despesas no papel, até mesmo miudezas como o cafezinho do marido e os lanchinhos dos filhos na escola.

Você vai se surpreender. Segundo o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Luis Carlos Ewald, é possível economizar com gastos supérfluos até 30% no final do mês. Portanto, se sua família tem uma renda mensal de R$ 5 mil, isso equivaleria a R$ 1.500.

3. Eu preciso ou eu quero?

A resposta pode fazer toda a diferença. Querer é bom, e frustrar um desejo pode ser muito ruim. Porém, evite comprar por impulso ou para melhorar o astral. Sair da loja com o sapato é ótimo, mas estourar o cartão só vai criar um novo problema.

4. Fuja dos modismos

O celular do último tipo, a tevê de plasma, a máquina fotográfica digital e a panela elétrica que não faz sujeira, mas assa, grelha, cozinha e só falta falar com você. Esses são “brinquedinhos” que, quando lançados, custam o preço da moda.

Esperar alguns meses pode fazer toda a diferença. E como as novidades no mercado tecnológico duram muito pouco, basta surgir algo novo para que o “velho” saia pela metade do preço.

5. Compras só com o estômago cheio

Não vá às compras no supermercado com fome. Senão, com certeza, você vai colocar muito mais guloseimas no carrinho. E se estiver com pressa, deixe para depois. Assim, poderá comparar os preços com tranqüilidade e fazer boas escolhas.
6. Economia nas lâmpadas

Troque as comuns pelas fluorescentes compactas. Elas duram mais, despende menos energia e você ainda cuida do meio ambiente. Também não as deixe acesas quando ninguém estiver no local.

7. Um carro é uma família

Isso é uma verdade. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), um veículo de R$ 25 mil – mesmo coberto com uma lona e guardado na garagem – vai custar R$ 300 ao mês.

Isso considerando o valor do IPVA, manutenção, parcela de seguro, entre outros. Agora imagine esse carro rodando? Gasolina, manutenção, estacionamento, flanelinhas… Então, pense bem antes de adquirir o segundo carro.

8. Para todos os paladares

Seja flexível. Por exemplo, substitua alguns alimentos mesmo que você esteja acostumada com algum em particular. Se a alface estiver cara, leve acelga, e assim por diante. Além de economizar, você diversifica o cardápio.

9. Desconfie sempre

Procure pelas frutas, verduras e legumes da época. Elas costumam sair mais em conta. Mas evite baciadas em oferta. Um produto barato pode estar passando do tempo e você arrisca perder boa parte.

10. Na hora da “chepa”

Tente não ir cedo à feira. Antigamente, quando ela estava no fim, só restavam alimentos sem qualidade. Hoje, no entanto, frutas e verduras não estão tão diferentes em relação ao início. Você consegue adquirir o mesmo produto com um preço bem mais baixo.

11. Nada de desperdício

Seja sistemática com o uso de água. Primeiro, molhe a louça, depois, feche a torneira e ensaboe tudo. Regule o número de vezes em que a calçada é lavada. Você pode aproveitar a água da máquina para lavá-la. E seja drástica com os vazamentos: uma torneira pingando desperdiça mais de 40 litros de água por dia (mais de 1.200 litros por mês).

12. No ponto certo

Vamos combinar que tomar banho frio é uma tarefa árdua. Mas podemos chegar num meio termo e deixar a água morna. Além de gastar menos energia, os dermatologistas sempre dizem que é melhor para a pele. O chuveiro elétrico na “posição verão” consome perto de 40% menos energia do que na “posição inverno”. Outra alternativa é substituir o elétrico pelo a gás.

13. Recicle sua comida

Até 30% dos alimentos comprados numa casa vão para o lixo. O desperdício está ligado à falta de costume das pessoas em planejar a alimentação. Além de comprar uma quantidade maior do que a necessária para o consumo, muitos ainda deixam de aproveitar os alimentos integralmente.

Aquela sobra de arroz do jantar pode ser um delicioso bolinho no almoço. E os legumes que restaram de uma salada podem virar uma suculenta sopa para os dias mais frios quando cozidos com carne.

14. Freezer abastecido

Caso encontre carnes em promoção (e se tiver freezer suficiente para estocá-las), aproveite para consumir uma quantidade maior do que está acostumada. Na semana seguinte, quando tiver que comprar mais, certamente não encontrará a mesma oferta.

15. Num clima mais romântico

Diminua pontos de luz e lustres com muitas lâmpadas. Opte por um ambiente à meia-luz ou prefira janelas abertas, vidros transparentes e sem cortinas pesadas, aproveitando melhor a claridade do dia. No caso de corredores ou hall de entrada, opte por sensores de presença.

16. Fique de olho nas promoções e aproveite-as

Se você adora falar ao telefone, além de abreviar as conversas, uma alternativa é fazer uso dos horários de tarifas menores para as ligações, principalmente os interurbanos.

Informe-se com a operadora qual o critério para os horários à noite, aos sábados após as 14 horas e aos domingos e feriados. Verifique por quantos minutos é cobrado um impulso. Administre esse tempo e os múltiplos dele.

Desligue a tela do computador mesmo que não for usá-lo por alguns minutos. Você já vai poupar um pouco de energia

17. Detalhes que fazem a diferença

Se não for usar o computador por alguns minutos, desligue sua tela, pois ela consome muita energia. O mesmo vale para outros aparelhos como televisão, rádio relógio, vídeo cassete e DVD.

18. Conserte ao invés de trocar

A resistência do chuveiro queimou, o cabo do ferro de passar quebrou ou o fusível do microondas pifou? Defeitos simples como esses podem ser facilmente resolvidos numa assistência técnica e custam uma fração do preço de produtos novos. Não use um defeito corriqueiro como desculpa para comprar um eletrodoméstico novo.

Novo pacote de tarifas bancárias entra em vigor quarta-feira

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O novo sistema de tarifas bancárias – criado pelo Banco Central (BC) em dezembro para acabar com abusos nas cobranças por instituições financeiras, aumentar a competição e reduzir preços – entra em vigor na quarta-feira, mas, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), não vai ter o efeito amplo preconizado pelo governo. “Os bancos conseguiram transformar em mico o pacote padronizado de tarifas do BC, justamente o instrumento criado para facilitar comparações pelo correntista”, diz Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec. “Eles tornaram o pacote do BC desinteressante definindo para ele preço maior do que o que cobram em pacotes próprios mais completos, que não podem ser comparados.”

O padronizado tem os mesmos serviços em todos os bancos. Já os pacotes próprios são diferentes em cada instituição, o que prejudica qualquer comparação. A idéia da mudança era que o pacote padronizado tivesse ampla aceitação e levasse um número grande de consumidores a tomá-los como referência na escolha de um banco. “Como não valerá a pena optar por ele, nada disso vai acontecer”, afirma Marilena.

O certo, para a coordenadora do Idec, seria o pacote do governo ser o mais barato, por incluir apenas serviços básicos e sofrer limitações maiores de uso. Essa lógica, no entanto, só foi constatada em duas de dez instituições pesquisadas pela entidade, segundo Lisa Gunn, gerente de Informações do Idec: na Nossa Caixa, onde o pacote próprio custa menos, mas oferece menos serviços que o padronizado, e no Safra, onde o próprio, com mais serviços, custa mais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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