Previdência Privada: atenção na contratação de planos

previdência privadaSe sua intenção é garantir uma renda complementar ao se aposentar, a melhor opção são os planos de previdência. Eles oferecem vantagens fiscais que aumentam à medida que o prazo de investimento cresce.

Assim sendo, se sua intenção é investir para a sua aposentadoria, nada melhor. Mas, se pretende efetuar saques antecipados, deve estar preparado para uma queda no rendimento da aplicação. Pois, neste caso, o benefício fiscal é menor!

Mesmo para quem não pretende sacar o dinheiro antes do início do pagamento dos benefícios, é preciso alguns cuidados na contratação dos planos, como sugere o diretor presidente do IBEDEC (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), Dr. José Geraldo Tardin.

Flexibilidade reduz risco de saque antecipado

A principal recomendação do presidente do IBEDEC está relacionada à flexibilidade do plano. É importante lembrar que, quanto maior a flexibilidade do plano, menor é a chance de você se ver forçado a resgatar antecipadamente a aplicação. Afinal, em um momento de aperto financeiro você pode, por exemplo, deixar de efetuar as contribuições, ou simplesmente diminuir o valor das mesmas.

Tardim também recomenda aos interessados em contratar um plano de previdência que verifiquem a possibilidade de se antecipar a data de resgate dos benefícios. Esta opção pode ser útil para quem, faltando poucos anos para se aposentar, perde o emprego. Neste caso, antecipar o pagamento dos benefícios é mais vantajoso do que efetuar um resgate parcial antecipado.

É sempre bom lembrar que a flexibilização deve ser vista como uma alternativa para ajudá-lo no seu planejamento financeiro. O seu objetivo deve ser o mesmo: poupar frequentemente com o intuito de formar uma reserva financeira para a sua aposentadoria.

Retorno vale a pena?

Os críticos dos planos de previdência alegam que as taxas cobradas são muito elevadas, o que torna a aplicação pouco atrativa frente aos fundos de investimento. Esta é uma análise simplista da coisa, pois não considera os benefícios fiscais.

Em outras palavras, o retorno que você analisa nos jornais não inclui o pagamento de imposto de renda. E nos planos de previdência você só paga IR no resgate, o que possibilita um crescimento mais rápido do dinheiro aplicado do que nos fundos, onde o imposto é pago a cada seis meses.

É bem verdade que nos planos de previdência você arca, além da taxa de administração, com a taxa de carregamento, mas muitas administradoras já oferecem taxas decrescentes e isentam o investidor que aplica o dinheiro por mais de 2 anos. Assim é importante que, ao escolher o seu plano, procure instituições que ofereçam taxas atrativas de administração dos recursos (até 2,5% ao ano), mas, sobretudo, de carregamento (decrescente de 3% a 0% após 2 anos).

Como tem sido o desempenho?

Para quem mantiver as premissas discutidas acima, ou seja, não sacar no curto prazo e procurar planos com taxas atrativas, a previdência certamente trará um rendimento mais atrativo no longo prazo. Senão, ao menos pelo fato de ajudar na criação do hábito de se poupar regularmente.

Mas de nada adianta pagar menos taxas e impostos, se o desempenho da carteira do seu plano é muito ruim. Os planos em geral se enquadram em três categorias de risco: conservadores, moderados e agressivos. Analise o desempenho histórico do seu plano nos últimos dois a três anos e verifique se efetivamente está alcançando os objetivos de retorno atrativo.

Sobretudo, no caso dos planos mais agressivos, que investem em ações, analise o desempenho por um prazo mais longo, pois é assim que você tem uma idéia mais realista do quanto pode esperar de retorno no longo prazo.

Transparência e segurança

E, falando de investimento no longo prazo, vale recomendar que você tenha absoluta confiança na administradora do plano. Analise com cuidado o histórico da instituição, e tente verificar o grau de solidez da mesma.

Mas não basta ser uma instituição sólida, se a comunicação com o investidor não é direta, transparente. Procure se informar com outras pessoas que já investem com a instituição, verificando se estão satisfeitas com o atendimento prestado.

O IBEDEC lembra que, para garantir um mínimo de segurança aos investidores, a Lei 6.435 de 1977 impõe que as seguradoras e bancos emitam extratos das aplicações e informes sobre o desempenho da carteira de investimento do plano. Com estas informações em mãos, você está preparado para começar a planejar sua aposentadoria.

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